Negócios de família: como administrar a loja virtual

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Tempo de Leitura: 3 minutos

De acordo com dados divulgados pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), no final de 2016, 68% das micro e pequenas empresas brasileiras possuíam parentes nos papéis de sócios, empregados ou colaboradores. Já que os negócios de família representam bem mais da metade dos empreendimentos de pequeno porte – e para que os familiares possam desfrutar deste modelo – preparei um post com dicas e um case inspirador!

Vantagens, desvantagens e dicas para negócios de família

Algumas pessoas se perguntam se trabalhar com familiares dá certo. Como em qualquer empresa, essa dinâmica tem suas vantagens e desvantagem. O segredo é saber contornar os problemas e aprender a administrar com sucesso seu negócio familiar.

Sobre as vantagens dos negócios de família

1. Espaço para o diálogo

É comum ter mais liberdade de dar a opinião sincera para um familiar do que para uma pessoa que pouco conhecemos. Por isso, uma das vantagens dos negócios de família é a abertura para comunicação e trocas que podem engrandecer a empresa.

2. Profundo conhecimento

Quanto mais se conhece uma pessoa – como conhecemos nossos familiares –, mais fácil fica atribuir tarefas que melhor combinam com as suas aptidões. Assim, todos ficam mais motivados e o trabalho é otimizado.

Sobre as desvantagens dos negócios de família

1. Problemas da empresa e problemas da família

É comum que ambos se misturem, afetando a relação dos familiares e comprometendo o desenvolvimento da empresa.

Dica: estabeleça limites. Os problemas da empresa e da família devem ser tratados em cada esfera. Ou seja, se você precisa resolver um conflito de trabalho, isso deve ser feito no horário de trabalho, e não em casa, por exemplo. Além disso, não deixe que os conflitos de uma esfera atrapalhem a outra. Por exemplo, não é porque um familiar tomou uma atitude equivocada com a família que ele deva ser considerado um mau profissional.

2. Facilidades

O simples fato de fazer parte da família não torna uma pessoa apta para exercer uma função – nem permite que ela tenha regalias ou facilidades.

Dica: mantenha o profissionalismo. Mesmo que seja da família, a pessoa precisará passar pelos mesmos processos de seleção, ter os mesmos deveres, obrigações e remuneração que os outros membros da empresa.

3. Excesso de convivência

Isso pode ser cansativo e desgastar a relação.

Dica: trabalhe em espaços separados e em funções distintas, quando possível. Além disso, é importante que cada familiar tenha momentos para exercer sua individualidade e se relacionar com outras pessoas.

Dica bônus: o respeito e a família devem vir em primeiro lugar. Em um possível conflito, demonstre respeito e empatia. Além disso, se perceber que a relação profissional não está dando certo, saiba priorizar a família. Mesmo que isso signifique desfazer a relação profissional.

Negócios de família: uma história que deu certo

negócios de família

Confira, a seguir, a história da Eliane Dornellas e de sua família. Eles e a empresa que construíram – a Fator Natural – são um ótimo exemplo de como negócios de família podem ser muito prósperos.

Na década de 2000, Eliane se encantou com o estudo da aromaterapia (terapia que utiliza aromas naturais de plantas) e investiu em um espaço terapêutico, onde ela e o marido comercializavam óleos essenciais. Este era o plano B da família. Eles começaram a buscar formas seguras e simples das pessoas introduzirem a aromaterapia em suas vidas. Foi, então, que surgiu a ideia de criar colares aromáticos – difusores pessoais confeccionados artesanalmente em argila para uso de óleos essenciais. Em 2012, esta ideia foi colocada em prática.

Após alguns anos, os filhos do casal – Mariana e Pedro – cresceram, formaram-se nas áreas de Belas Artes e Publicidade e Propaganda, respectivamente, e decidiram investir nesse sonho junto com os pais. Em 2017, a Fator Natural tornou-se oficialmente uma empresa e, há aproximadamente um mês, ganhou uma loja virtual.

Eliane conta como está sendo esta trajetória: “Estamos muito animados e cada um cuidando de um setor: marido cuidando do forno, das finanças e das entregas; eu literalmente colocando a mão na massa e modelando as peças de argila; a filha junto comigo e na criação de novas peças; e o filho nos ajudando a vendê-las e cuidando da loja virtual. Esta é a nossa história formada de ideias, sonhos e muito trabalho”.

E a sua empresa como é? É um negócio de família? Quer contar a sua história para inspirar outros empreendedores? Deixe nos comentários!

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